Ultimamente demoro um pouco a me reconhecer no espelho... Quem são vocês? Muitas vezes vejo mesmo que por relance o vulto e a sombra de outras vidas... Podemos coexistir pacificamente aqui dentro? Somos várias frações de tempo e experiência. Todos me acompanharam, somos dependentes um do outro, a popularidade de um muitas vezes significa o antagonismo de outro, o bom jovem, que sentia cheiro de rosas e cantava ao som agradável do violão, acompanhou outros instrumentos e outras vozes, que, assim como ele buscava servir com seu cantar e tocar, ele cantou também em sacramentos e não muito tempo depois restringiu-se a cantar apenas uma “canção inefável e impetuosa”, mas o jovem discípulo, conheceu a “luta e liberdade” e se encantou por elas, não mais ajoelhou-se, agora sentava-se ao lado, comia da mesma mesa, sentia orgulho em partilhar a vida e o pão com todos, se sentiu bem, muito tempo se passou com uma dualidade grande, o inefável e a liberdade, como se portar? Como suportar? Aos poucos fui deixando de lado, adormecidas e busquei conforto na prática de exercícios, o que foi extraordinário, pois, me encontrei novamente com a autoestima e me senti feliz, mas isso também está passando, me vejo desesperado deixando-a escapar de minhas mãos. Sinto falta dos meus, do que me é semelhante. No momento sinto falta da juventude de outrora... Quantos mais de mim podem existir? Nascer? Morrer... Tenho saudades do simples cheiro de rosas, do jovem despojado do ridículo e da seriedade, do salmista que descobriu sua própria voz, ao lado de outros jovens, uma vez mais queria só me ajoelhar e agradecer, novamente queria sonhar com uma melodia e sincronia instrumental perfeita e só cantar por aí, mas uma vez queria poder entoar sons inefáveis e inflamados de paz e serenidade, desejaria mais uma vez romper com a inquestionável obediência sega do patriarcado, queria eu me sentir livre e experimentar a liberdade e coerência, mas uma outra vez queria sentir o vento sereno em meu rosto, o calor forte no meu corpo e o asfalto duro é escaldantes sobre meus pés sei que todos vivem e habitam o meu corpo. Sinto vontade de chorar, mas não sei se consigo ou posso, gosto de pensar que logo estarei descobrindo um novo ser, mas uma pessoa diferente para fazer parte do panteão de demônios e fantasmas que moram em mim... E talvez, o mais importante: sinto saudades de pessoas que me ajudavam domar todos esses monstros e personas. Onde estão todos? Lutando com os mesmos questionamentos que eu? Li em algum lugar que somos prisioneiros de nossas escolhas e experiências. E quem sabe algum dia toda essa mente multifacetada, se funda em uma só e conviveremos em paz.
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Quem sou
sexta-feira, 25 de maio de 2012
4º Encontro das Comunidades Eclesiais de Base
No dia 19 de maio, em Santa Maria, cidade satélite de Brasília (DF), mais de 200 representantes das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s) da arquidiocese de Brasília se reuniram para partilhar e celebrar a vida e a caminhada, e ainda estudar a temática de como praticar a justiça em um mundo de desigualdades.
Coordenado por um dos assessores da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da CNBB, padre Nelito Dornelas, o encontro contou ainda com a presença do arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha e do secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Leonardo Steiner, que impulsionaram as CEB’s no compromisso libertador com os pobres, sendo um jeito profético de ser Igreja, a luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE).
“A justiça se passa pela vivência do Reino, na busca pelo bem comum e na força da comunidade. Uma justiça que emerge como consequência das lutas do povo e que garante para eles mais direitos e dignidade. Irmanados com os movimentos sociais e populares, especificamente com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), e também com as pastorais da Igreja, voltamos as nossas comunidades reanimados na certeza de sermos Igreja e Povo de Deus”, destacou o padre Nelito Dornelas.
Ao final do encontro foi divulgada uma carta dos participantes do encontro:
Queridos/as companheiros/as de caminhada,
Na luta pelos nossos direitos buscamos a justiça que se encontra no meio do povo!!! É com esta convicção e animados pela força do Ressuscitado que cerca de 200 representantes voltam para suas comunidades de fé para continuarem a impulsionar a Comunidades Eclesiais de Base.
Viemos de 08 cidades do DF e de seu entorno, unidos/as pela beleza e pelo serviço de sermos Igreja Povo de Deus nesta terra cerradeira em comunhão e sintonia com a Arquidiocese de Brasília. Somos leigos/as, religioso/as, padres e bispos que reafirmam a luz do Vaticano II e das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil o jeito profético e libertador de estar e ser com os pobres, corpo místico e militante da Igreja.
Acolhidos/as pelas CEBs de Santa Maria, na paróquia de São José, fizemos acontecer o 4º Encontrão das CEBs cujo tema foi “como praticar a justiça num mundo de desigualdades”.
Destacamos aqui a presença terna e comprometida do Dom Sérgio e do Dom Leonardo que em nosso meio nos impulsionaram a vivermos nossa fé de maneira inculturada junto dos/as pobres, no serviço da Igreja Libertadora, como CEBs.
Também nos irmanamos com os/as acampados/as do Novo Pinheirinho, na Ceilândia, que com o MTST, nos ajudam a lutar pela vida digna para o povo. Em comunhão com eles/as reafirmamos nosso compromisso de sermos cristãos/ãs, conforme o ensinamento de Jesus sobre o Reino de Deus, estando junto de quem necessita, para que todos Nele tenham vida e vida em abundância.
Reafirmamos que cremos num outro mundo possível e necessário, com a garantia dos direitos, na busca da justiça, que pautada nas virtudes capitais nos garanta o seguimento fiel ao Nazareno. Uma justiça que se espalha com a força de nossa luta que é consciente, organizada, mobilizadora, reivindicante e que ocupa lugares estratégicos de/no poder, visando a transformação da sociedade.
Na busca do bem viver, almejamos a paz e paz como aprendemos com nossos/as irmãos/ãs indígenas, que se preocupa com o bem de todos/as e de cada um/a, pensando em toda a criação e em todas as gerações.
No embalo da cultura popular e religiosa, nos dispomos a superar as dificuldades, a lutar contra a opressão do poder do capital e apoiarmos os movimentos sociais e populares. Reafirmamos nossa mística e espiritualidade libertadora que nos aproxima dos/as irmãos/as mais necessitados, enxergando neles/as o Povo de Deus.
Assim rechaçamos os 07 pecados capitais da contemporaneidade, citados pelo irmão de caminhada Mathatma Gandi: a riqueza sem trabalho, o prazer sem escrúpulo, o comércio sem ética, a ciência sem humanidade, o conhecimento sem sabedoria, a política sem idealismo e a religião sem sacrifício. Cremos que neste tempo em que viveremos a Rio + 20 e a Cúpula dos povos, nossa contribuição é pensar numa outra sociedade, alicerçada nos ensinamentos do Moreno de Nazaré que nos faça pautar a vida em primeiro lugar.
Com o grito de luta, “criar, criar, o poder popular” e celebrando a Eucaristia, nos colocamos como irmãos/as numa mesma mesa, partilhando nossas vidas, lutas e sonhos. Alimentados da Palavra e da utopia seguiremos caminhando rumo a Terra Sem Males, a Civilização do Amor.
Na solenidade da Ascensão do Senhor.
CEBs da Arquidiocese de Brasília.
sábado, 24 de dezembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Dia de Finados
Observando o dia frio, nublado, ventos uivantes...mas com uma agradável sinfonia dos pardais que convidam o dia preguiçoso a se levantar, e nos comunicar: é feriado, é dia de finados, é dia dos mortos. Penso que não devemos receber esse dia com pesar, tristeza, mas fazer memória dos momentos de felicidades, alegrias, amizades e companheirismo; que tivemos com aqueles parentes, amigos, que se foram. Sei que a saudade nos abala o coração...mas podemos concentrar as nossas forças e energias nos outros todos que estão a nossa volta, um desafiante recomeço, que nos fará muito bem. Não falo de esquecer ou substituir quem morreu, mas aceita e deixar que eles descansem, e dar uma oportunidade de fazer e conquistar novos relacionamento e rumos...cativar...criar laços...viver.
Temos que tomar cuidado com a "morte viva", a morte dos direitos do ser humano. Essa traiçoeira e covarde realidade que nos insiste perseguir, nos obrigando: viver ou sobreviver de forma alarmante. Lutemos contra essa hipocrisia, corrupção, maldade, violência o abandono...tudo isso é contrário a VIDA.
David Rodrigues
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Eu Quero Ser Feliz Agora
Se alguém disser pra você não cantar
Deixar seu sonho ali pro um outra hora
Que a segurança exige medo
Que quem tem medo Deus adora
Se alguém disser pra você não dançar
Que nessa festa você tá de fora
Que você volte pro rebanho.
Não acredite, grite, sem demora...
Eu quero ser feliz Agora
Se alguém vier com papo perigoso de dizer que é preciso paciência pra viver.
Que andando ali quieto
Comportado, limitado
Só coitado, você não vai se perder
Que manso imitando uma boiada, você vai boca fechada pro curral sem merecer
Que Deus só manda ajuda a quem se ferre, e quando o guarda-chuva emperra certamente vai chover.
Se joga na primeira ousadia, que tá pra nascer o dia do futuro que te adora.
E bota o microfone na lapela, olha pra vida e diz pra ela...
Eu quero ser feliz agora
Se alguém disser pra você não cantar
Deixar seu sonho ali pro um outra hora
Que a segurança exige medo
E que quem tem medo deus adora
Se alguém disser pra você não dançar
Que nessa festa você tá de fora, que volte pro rebanho.
Não acredite, grite, sem demora...
Eu quero ser feliz Agora
Oswaldo Montenegro
sábado, 1 de janeiro de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
"E Deus se fez humano, e habitou (ou será que habita ainda?) entre nós..."
Hoje fiquei pensando: O que é desejar feliz natal? O que estou desejando quando digo feliz natal?
Acho que uma mulher e tbm um homem quando tem filhos entendem melhor a felicidade do natal (ou não), já que supostamente foi o dia em que "Deus nasceu". Imagino que seja um dia muito feliz para os pais quando o filho (a) nasce. Interessante pensar que Deus nasceu, Deus se fez humano! E pensar que hoje em dia tem curso de humanização, e é destinado aos humanos!... Acho que desejar feliz natal é desejar que as pessoas sejam humanas, estranho né?!! Pensando assim, desejo Feliz Natal!
Viviane Leandro
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